segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Dica - subjuntivo ou indicativo? / sujeito composto ligado por ou

 O modo subjuntivo expressa um fato duvidoso, provável. Quando se quer expressar a ideia de certeza, usa-se o modo indicativo.

Quando o sujeito da oração for composto e ligado por ou, o verbo ficará no singular se houver ideia de exclusão ou de sinonímia. O verbo ficará no plural se houver ideia de adição ou de retificação.

Dica - orações reduzidas / verbo transobjetivo / objeto pleonástico / à custa de ou às custas de?

 As orações podem ser desenvolvidas ou explícitas, quando iniciadas por conjunção subordinativa, locução conjuntiva ou pronome relativo e podem ser reduzidas ou implícitas, quando não iniciadas por conectivo, o verbo está em uma das três formas nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio e podem ser introduzidas por preposição ou locução prepositiva. Na maioria das vezes, podem ser transformadas em sua forma desenvolvida.

As orações reduzidas de gerúndio são quase sempre adverbiais, eventualmente adjetivas, substantivas apositivas ou coordenadas aditivas. As adverbiais reduzidas de gerúndio são quase sempre temporais, eventualmente causais, condicionais ou concessivas. 

As orações reduzidas de infinitivo são quase sempre adverbiais ou substantivas, eventualmente adjetivas, e podem ou não ser preposicionadas.

As orações reduzidas de particípio são sempre adverbiais ou adjetivas. As adverbiais reduzidas de particípio são quase sempre temporais, eventualmente causais, condicionais ou concessivas.

Verbos transobjetivos ou transitivos-predicativos são aqueles que exigem objeto (direto ou indireto, no caso do verbo chamar, no sentido de qualificar) e predicativo do objeto. A NGB não apresenta o verbo com essa classificação, mas ele existe.

Para dar ênfase à ideia contida no objeto direto ou indireto no início da oração, usa-se um pronome oblíquo átono na posição natural em que o objeto deveria estar. Este pronome, classificado como objeto pleonástico, enfático ou redundante, pode ser retirado sem nenhum prejuízo para o entendimento da oração. Quando houver dois pronomes ao mesmo tempo, será considerado objeto pleonástico aquele que retomar o anterior.

No sentido de trabalho, sacrifício, recursos, dinheiro, dependência, influência, a expressão correta é à custa de, embora muitos dicionaristas e gramáticos admitam o uso de às custas de. O substantivo custas deve ser usado apenas na linguagem jurídica, com sentido de gastos ou despesas de processo judicial.

Dica - concordância do verbo com número percentual / pizza de muçarela ou mussarela? / Língua Portuguesa: maiúscula ou minúscula? / ar-condicionado ou ar condicionado?

 Quando o sujeito é uma expressão indicativa de porcentagem, o verbo pode concordar com o número ou com o especificador.

Proveniente do italiano, a palavra é mozzarella. No nosso idioma, não há duplicação de consoantes (exceto rr, ss, cc), portanto grafa-se mozarela. O z de algumas palavras se transforma em c ou ç: razão - racionalizar / paz - pacificar. Além da forma mozarela, tem-se a forma muçarela e as formas muzarela e moçarela, com pouco uso. Mussarela não existe, de acordo com o VOLP e com o Houaiss.

Usa-se tanto maiúscula quanto minúscula nos nomes que designam domínios do saber, cursos e disciplinas: matemática, ciências, história, filosofia etc.

ar-condicionado - aparelho específico que regula a temperatura de espaços fechados / ar condicionado - ar que está artificialmente filtrado e regulado por um aparelho específico, podendo ser resfriado, aquecido ou umidificado

Dica - concordância com locução verbal e verbo no infinitivo / sem-vergonha ou sem vergonha? / vir, vim ou vier? / traz ou trás?

 Quando houver a sequência adjetivo + preposição + infinitivo, o verbo permanecerá invariável.

sem vergonha - desprovido do sentimento de timidez / sem-vergonha - que não tem dignidade

vir - infinitivo, usado depois de preposição e como auxiliar em locuções verbais / vim - 1ª pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo / vier - 1ª e 3ª pessoa do singular do futuro do subjuntivo

traz - 3ª pessoa do singular do presente do indicativo ou 2ª pessoa do singular do imperativo afirmativo do verbo trazer / trás - advérbio de lugar

Dica - concordância com locuções verbais / as ou os milhões? / mais pequeno ou menor? / à medida que ou na medida em que?

 O verbo auxiliar concorda com o sujeito, desde que o principal não seja impessoal.

Como os substantivos milhão, milhar, bilhão e trilhão são masculinos, a concordância dos adjetivos, artigos, pronomes e numerais é feita com ele e não com o elemento seguinte. Essa regra não se aplica a mil, que não é substantivo, mas sim numeral.

Quando se comparam dois seres, mas uma só qualidade, usam-se as formas sintéticas maior, menor, melhor e pior. Quando se comparam duas qualidades de um mesmo ser, usam-se as formas analíticas mais bom, mais mau, mais grande e mais pequeno.

À medida que indica proporção e é sinônima de à proporção que. Na medida em que indica causa e é sinônima de porque. 

Não se deve misturar as duas expressões. Não existem à medida em que nem na medida que.

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Dica - crase antes de pronomes e locuções femininas / verbo congratular / uso correto da expressão 'um ou mais' / preposição e artigo diante de cujo

 Crase é a fusão da preposição a com o artigo feminino a ou as, a vogal a que inicia os pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo, aqueloutro(s) e aqueloutra(s), o a inicial do pronome relativo a qual (as quais) e o pronome demonstrativo a ou as = aquela(s).

Na maioria das vezes, não ocorre crase antes de pronomes (com exceção de mesma, própria, outra, tal, demais, senhora, senhorita, dona, madame, dama, doutora, professora e dos pronomes possessivos, em que a crase é facultativa), por não haver artigo antes deles.

A crase também ocorre nas locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas formadas por palavras femininas: às vezes, à tarde, à noite, à vontade, às pressas, à francesa, à direita, à esquerda, à beça, à procura de, à beira de, à custa de, à espera de, à moda de, à medida que, à proporção que. A exceção ocorre nos adjuntos adverbiais de meio ou instrumento, cujo acento grave só ocorrerá se houver ambiguidade na frase.

O uso do verbo congratular, no sentido de dirigir parabéns ou cumprimentos, deve manter o paralelismo sintático: usar o artigo definido diante de todos os elementos que compõem a enumeração ou não usá-lo diante de nenhum.

A expressão 'um(a) ou mais' exige que o substantivo seguinte fique no plural. O mesmo ocorre quando após ela se segue um adjetivo.

Pode haver preposição antes de cujo, se o período estiver invertido e se o verbo ou nome a exigir. Depois do pronome só pode aparecer substantivo, nunca artigo, pronome ou advérbio. Pode aparecer um adjetivo antes do substantivo.

Dica - existe o verbo elencar? / uso do infinitivo pessoal e impessoal / este ou esse? / já é sinônimo de mas?

O verbo elencar existe, está registrado no VOLP e significa incluir, enumerar, listar.

Obrigatoriamente, o infinitivo será flexionado quando houver a sequência preposição + sujeito + infinitivo, na voz passiva dos verbos contentar, tomar e ouvir e na voz passiva analítica. Preferencialmente, será flexionado quando o sujeito da primeira oração for diferente do sujeito da segunda. Não há erro no uso da forma não flexionada.

Preferencialmente, não será flexionado quando houver um adjetivo antes da preposição e quando o sujeito das duas orações for o mesmo e estiver no plural. Porém, não há erro no uso da forma flexionada.

Os pronomes este, esta, estes, estas e isto fazem referência ao que já foi expresso ou que está por vir. Os pronomes esse, essa, esses, essas e isso só são usados para fazer referência ao que já foi expresso.

Muitos advérbios, comumente, são usados como conjunções: quando, já, mas, mal, agora. Assim como acontece com agora, o advérbio já tem sido usado como conjunção adversativa, estabelecendo oposição entre as ideias expressas nas orações.

Dica - tênis tem acento? / a ou à distância? / formas gráficas variantes / mais: advérbio ou pronome?

 Todas as palavras paroxítonas terminadas em i e is são acentuadas: táxi, júri, biquíni, hortifrúti, grátis, lápis, pênis

Antes da palavra distância, só haverá crase se houver a preposição de, formando uma locução prepositiva. Se 'a distância' for uma locução adverbial, não ocorrerá crase.

Formas gráficas variantes são palavras que apresentam mais de uma grafia correta. Embora haja uma forma preferida e mais usada, todas as formas são corretas.

Mais será pronome indefinido quando acompanhar substantivo e será advérbio quando acompanhar verbo, adjetivo ou advérbio. Pode ser uma conjunção aditiva, muito usada na matemática ou em linguagem regional.


Dica - escrevido ou escrito? / voz reflexiva e voz recíproca / pronome endofórico / agente da passiva

 O verbo escrever já teve dois particípios: escrevido e escrito. No entanto, o primeiro caiu em desuso. Atualmente, a forma irregular é usada com qualquer verbo auxiliar. O mesmo se aplica a seus derivados, como descrever, inscrever, prescrever, proscrever, reescrever, sobrescrever, subscrever e transcrever, que possuem irregularidade no particípio: descrito, inscrito, prescrito, proscrito, reescrito, sobrescrito, subscrito e transcrito.

Na voz reflexiva, o sujeito sofre e pratica a ação ao mesmo tempo, ele é, simultaneamente, agente e paciente, a ação reflete no próprio sujeito. São sempre usados com os pronomes me, te, se, nos, vos e se, que podem ser substituídos por a mim mesmo, a ti mesmo, a si mesmo, a nós mesmos, a vós mesmos, a si mesmos. Na voz recíproca, dois ou mais sujeitos praticam e recebem a ação ao mesmo tempo, a ação é mútua entre os sujeitos. Geralmente, os verbos são usados no plural, acompanhados de expressões como um ao outro, uma à outra, uns aos outros, umas às outras, entre si ou advérbios como reciprocamente, mutuamente ou vice-versa.

Pronome endofórico - representa um elemento do próprio texto. Dependendo da posição do pronome e do elemento representado, há dois tipos de relação endofórica: pronome catafórico (refere-se a um elemento que será mencionado posteriormente) e pronome anafórico (refere-se a um elemento que já foi mencionado).

É possível transformar uma frase da voz ativa para a voz passiva sem alterar o sentido: o objeto direto da voz ativa torna-se sujeito na voz passiva, o sujeito da voz ativa torna-se agente da passiva, o verbo transitivo torna-se uma locução verbal formada por um verbo auxiliar seguido do particípio do verbo principal, que concorda em gênero e número com o sujeito, como os adjetivos


Dica - fui ou foi? / mal é sempre advérbio? / salchicha ou salsicha? / sujeito de verbo no imperativo

 Quando o sujeito é o pronome quem, normalmente se usa o verbo na 3ª pessoa do singular. A construção 'Fui eu quem fiz o trabalho' é uma opção estilística, usa-se o verbo em concordância com o antecedente do pronome relativo para enfatizar o verdadeiro agente do processo. É preciso ter cuidado quando o pronome eu for sujeito do verbo ser no pretérito perfeito do indicativo.

Com o verbo fazer, mal não é advérbio, mas substantivo. Com outros verbos, é advérbio.

Ambas as formas são corretas, mas salxixa não existe.

É comum o sujeito ficar oculto em construções de verbos no imperativo. O único caso de sujeito inexistente com imperativo é com os verbos bastar e chegar, seguidos da preposição de.


sábado, 24 de outubro de 2020

Dica - existe inobstante? / o máximo e a máxima / perda e perca / artigo definido ou pronome demonstrativo?

 Embora seja comum na linguagem jurídica, os dicionários Aurélio, Houaiss e o Michaelis e o VOLP não registram o conectivo inobstante, pois as únicas expressões inexistentes são 'não obstante' e 'nada obstante'.

A máxima - princípio básico e incontestável de uma arte ou ciência, isto é, um axioma, uma afirmação que não exige prova para ser considerada verdadeira / O máximo - excelente em seu gênero, cheio de qualidades

Perda - substantivo / Perca - verbo perder no presente do subjuntivo, imperativo afirmativo ou negativo. Pode ser uma espécie de peixe de água doce, mas, neste caso, é pronunciado com e aberto.

O - artigo definido: acompanha o substantivo / O - pronome demonstrativo: substitui o substantivo e evita a repetição de um termo anteriormente citado

Dica - crase antes de verbos e locuções femininas / texto pessoal e impessoal / sócio-econômico ou socioeconômico? / acentuação de juízo

 Por não haver artigo antes de verbos, não ocorre crase antes deles. A crase ocorre em locuções formadas por palavras femininas, sejam elas prepositivas, conjuntivas ou adverbiais (exceto nos adjuntos adverbiais de meio ou instrumento, a menos que cause ambiguidade).

A pessoalidade em um texto é caracterizada pelo uso da 1ª pessoa do singular ou do plural, enquanto a impessoalidade apresenta o verbo na 3ª pessoa do singular ou do plural, podendo ou não estar acompanhado do pronome se.

Alguns tipos de redação, como a carta e a narração, aceitam o uso da 1ª ou da 3ª pessoa, de acordo com a necessidade. A dissertação argumentativa se caracteriza pelo afastamento entre o autor e o leitor, por isso a 3ª pessoa deve ser preferida e a 1ª pessoa deve ser evitada.

O elemento socio se une à palavra seguinte através de hífen somente quando esta começa por o ou h. Nos demais casos, não se usa hífen e retira-se o acento agudo do prefixo.

Como a letra i forma hiato tônico com a vogal anterior, não há outra consoante na mesma sílaba, a palavra juízo é acentuada. Isto é, a letra i forma sílaba sozinha e não há nh iniciando a sílaba seguinte.

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Dica - ter a ver e ter a haver / valer a ou à pena? / desce redondo ou redonda? / vírgula em adjuntos adverbiais

 Ter a ver - ter relação com, corresponder, dizer respeito a / Ter a haver - ter algo a receber, ter quantias monetárias para serem recebidas / Ter haver - não existe

Na expressão 'vale a pena', pena é usada no sentido de dor, sacrifício e sofrimento. Não se usa o acento indicador de crase, pois o verbo valer é transitivo direto, não ocorre preposição, apenas o artigo a.

O adjetivo é variável e se refere a um substantivo ou pronome substantivo, indicando qualidade, característica, condição, aparência, estado, aspecto, defeito ou local de origem. O advérbio é invariável e se refere a um verbo, adjetivo, advérbio ou oração, expressando circunstância: lugar, tempo, modo, intensidade, afirmação, negação ou dúvida. O adjetivo varia em gênero, número e grau, enquanto o advérbio só varia em grau (comparativo e superlativo). 

É comum o uso do adjetivo com valor de advérbio, nesse caso, mesmo que haja um termo feminino ou plural, o adjetivo permanece em sua forma invariável, pois se refere ao verbo, e não ao substantivo. 

A vírgula é facultativa em adjuntos adverbiais longos que estão antepostos ou intercalados, e proibida quando estão na ordem direta. É desnecessária quando o adjunto adverbial é apenas um advérbio, exceto em caso de ênfase.

Dica - afirmação que ou de que? / é correto 'agradecer a alguém pela gentileza'? / quem a identificar ou quem identificá-la? / aberto ou abrido?

 Nessas construções, quando a preposição de está antes do pronome que, seu uso é opcional.

Embora Celso Pedro Luft admita a construção 'agradecer ao professor pelo apoio', no qual 'pelo apoio' funciona como adjunto adverbial de causa, indicando a razão do agradecimento, a gramática tradicional considera essa construção imitação de construção italiana, recomendando a construção legitimamente portuguesa.

Apesar de o pronome interrogativo quem ser um fator de próclise, pode-se usar a ênclise pelo fato de o verbo estar o infinitivo impessoal. Mesmo havendo palavra atrativa, a gramática permite que o pronome oblíquo seja usado após o verbo. O mais usado é a ênclise, mas não há erro no uso da próclise.

Antigamente, o verbo abrir tinha dois particípios: abrido e aberto. O primeiro caiu em desuso, sendo usada a forma irregular com qualquer verbo auxiliar.

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Dica - casar ou casar-se? / irmãmente existe? / cerca de, a cerca de, acerca de e há cerca de / não-violência ou não violência?

 Casar pode ou não ser usado como verbo pronominal, diferente de divorciar-se, que é sempre verbo pronominal. O zé-povinho pensa assim: Ora, se o padre casa os noivos, mas os noivos se casam, por que o pronome é obrigatório?

Os advérbios terminados em mente são derivados de adjetivos, mas, em geral, os dicionários só registram os adjetivos, porque seu processo é automático, basta adicionar -mente a qualquer adjetivo. Isso não significa que os advérbios derivados não existam.

Como esse sufixo é tônico, todos os advérbios terminados em mente são paroxítonos e não são acentuados. Isso não afeta o til, que é sinal gráfico, e não acento gráfico, ou seja, indica a nasalização da vogal.

A cerca de e cerca de significam aproximadamente, acerca de, a respeito de ou sobre e há cerca de, faz ou existe aproximadamente.

Segundo o Novo Acordo Ortográfico, não se usa o hífen com as palavras não e quase com função prefixal: não agressão, não beligerante, fumante, não violência, não participação, quase posse, quase domicílio, quase delito, quase irmão.

Dica - todo e todo o / aluguer, alugueres / fim de semana tem hífen? / proceder, não obstante e em que pese

 Todo + substantivo - cada, qualquer / Todo o + substantivo - inteiro, completo

Aluguer existe, porém é mais usada em Portugal ou na linguagem jurídica, uma vez que no Brasil prefere-se aluguel. Seu plural é formado com o acréscimo de es - alugueres, assim como qualquer substantivo terminado em r, z e s (monossilábico ou oxítono).

Não se usa hífen nas locuções de qualquer tipo, sejam elas substantivas, adjetivas, pronominais, adverbiais, prepositivas ou conjuntivas, com exceção daquelas já consagradas pelo uso, com significado próprio: água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará e à queima-roupa.

Proceder, no sentido de iniciar, executar ou realizar, é transitivo indireto, regendo a preposição a. Não obstante pode ser locução prepositiva (não seguida de verbo ou seguida de verbo no infinitivo), locução conjuntiva adversativa (seguida de verbo no indicativo) ou locução conjuntiva concessiva (seguida de verbo no subjuntivo).

Em que pese a é uma locução prepositiva usada para se referir a pessoas, e em que pesem é uma conjunção concessiva, variável em número, concordando com o sujeito.

Dica - pró-ativo ou proativo? / vírgula em orações adverbiais / bastante e bastantes / master ou máster?

Proativo, apesar de ser um neologismo recente, se escreve sem acento e sem hífen. Pró-ativo não existe.

Os prefixos pre, pro e pos, quando átonos, unem-se à outra palavra sem hífen. As formas tônicas (pré, pró e pós), exigem hífen antes de qualquer palavra.

A vírgula é facultativa quando a oração adverbial estiver após a oração principal e obrigatória quando estiver após a oração principal ou intercalada, e também quando for reduzida (de gerúndio, particípio ou infinitivo). A única exceção é a adverbial consecutiva.

Para não usar de forma errada, substitua bastante por muito ou suficiente. Se estes permanecerem invariáveis, bastante também o será. Se estes forem para o plural, bastante também o será.

Master é palavra inglesa. Em português, recomenda-se máster, porque todas as palavras paroxítonas terminadas em r são acentuadas.


Dica - é correto dizer 'muito pouco'? / o juiz intermedeia ou intermedia? / vírgula antes de e sim / pré-determinado ou predeterminado?

 A expressão muito pouco pode ser substituída pela forma sintética pouquíssimo, sem alterar o sentido original. Nada de errado, pois o advérbio muito intensifica o adjetivo pouco.

O advérbio muito fica invariável, mas o adjetivo pouco concorda com o substantivo a que se refere.

O verbo intermediar é derivado de mediar, devendo seguir sua conjugação.

Os verbos mediar, ansiar, remediar, intermediar, incendiar e odiar e seus derivados fazem a conjugação com eio. Os demais, como anunciar, evidenciar, licenciar etc., fazem a conjugação com io.

Como a expressão e sim introduz ideia contrária à exposta na oração anterior, deve ser antecedida de vírgula. O mesmo acontece com e não.

Prefixado, preestabelecido e predeterminado são escritos sem hífen e sem acento, as formas pré-estabelecido, pré-determinado e pré-fixado não existem.


Dica - agora há pouco ou daqui a pouco? / de encontro a ou de encontro com? / hum, treis, deiz, cincoenta e seicentos / há ponto final depois de etc.?

 Quando se usa agora há pouco, usa-se o verbo haver, pois há referência a um tempo transcorrido.

Quando se usa daqui a pouco, usa-se a preposição a, pois há referência a um momento futuro.

Para indicar tempo passado, existência ou acontecimento, use o verbo haver; para indicar tempo futuro ou distância, use a preposição a.

A expressão de encontro a, que indica oposição, choque ou colisão, não pode ter a preposição a substituída por nenhuma outra. Não deve ser confundida com ao encontro de, que indica concordância, aceitação e favorecimento.

O preenchimento de um cheque não segue a norma culta, pode-se escrever hum, trêz, trez, treis, treiz, deiz, cincoenta, seicentos, seisentos. Em quaisquer outros textos, deve-se grafar um, três, deiz, cinquenta e seiscentos.

Etc. é a abreviatura da expressão latina et cetera, que significa 'e as demais coisas'. Deve ser seguida de ponto final, chamado de ponto abreviativo. O uso da vírgula antes de etc. é facultativo, mas recomendado para a maioria dos gramáticos.


Dica - cada verbo com seu objeto / de segunda a ou à sábado? das 9h as ou às 22h? / emprego do verbo reaver / vou lhe usar ou vou usá-lo?

 Só se pode atribuir um único objeto a verbos de regências iguais: li e entendi o texto. Ambos são transitivos diretos, portanto podem ter o mesmo complemento.

Se os verbos tiverem regências diferentes, deve-se atribuir a cada verbo um objeto: vi e gostei do filme. (registro informal, coloquial) / vi o filme e gostei dele. (registro formal, culto)

Se houver apenas a preposição de, haverá apenas a preposição a, logo não ocorrerá crase.

Quando a frase tiver a correlação da... a ou do... a, ocorrerá crase.

Reaver, derivado do verbo reaver, é irregular e defectivo, tem conjugação incompleta. Ou seja, só se conjuga nas formas em que este conserva a letra v. As formas inexistentes são supridas pelos sinônimos recuperar e recobrar.

Se um objeto direto for substituído por um pronome, usam-se as formas o, a, os, as, lo, la, los, las, no, na, nos, nas, além das formas me, te, se, nos, vos.

Se um objeto indireto for substituído por um pronome, usam-se as formas lhe, lhes, além das formas já citadas.

Dica - subjuntivo ou indicativo? / sujeito composto ligado por ou

 O modo subjuntivo expressa um fato duvidoso, provável. Quando se quer expressar a ideia de certeza, usa-se o modo indicativo. Quando o suje...